PROJECT

FAMILIA STRONGER PROJECT 

Transmedia Documentary

by Paulo Mendel and Vitor Grunvald

In the 1970s, during the military dictatorship, LGBTs from the center and peripheral regions of São Paulo began to form groups in order to protect themselves. Sometimes abandoned by their biological relatives, these youngsters found shelter in what they denominate as families, adopting a common surname and interacting as relatives.

Known as families of the night, then GLS families, and now known as LGBT families, these networks of parents, sisters, and brothers grew, multiplied, and became important spaces of experience and collective discovery. Although most of them currently live in neighborhoods far from the central part of the city, the Arouche Region is still a frequent part of their stories.

 

WHY STRONGER?

The Stronger family is a LGBT familiy formed by about 250 members. Its history may be mistaken for a gang’s or an NGO’s history, but its structure is even more complex.

Trans and cis people, transvestites, gays, lesbians, bisexuals and even heterosexuals are organized in this affective and political network, under a single fundamental rule: no to discrimination, whatever it may be.

Created by a seventeen year old, the collective is already born during the social network era, through an Orkut community. In the offline world, they meet in “PVTs” (private parties) where different bodies dance to the sound of pop music and funk.

They are also the first family to create a monthly film screening clubs, about diversity in Grajaú, a neighborhood in the south zone of São Paulo. It was during these sessions of LGBT-themed films that its political activism took shape, through collective talks and debates.

Susceptible to a daily violence that the other side of the city ignores, one day one of its members is brutally murdered. Along with the movement and other LGBT families, Stronger mobilizes demonstrations and gains more and more space in the difficult struggle against LGBTophobia.

 

SUNDAY (DOMINGO)

Documentary | Short film/video installation | COLOR | 25′ | 2019

by Paulo Mendel and Vitor Grunvald

It portrays a single day which encampasses both a lunch get-together and one of the historical manifestations against the 2016’s Brazilian coup d’état.

 

SYNOPSIS

A colourful and noisy encounter with Família Stronger, a LGBTQIA+ collective in the neighbourhood of São Paulo’s periphery. Across a split screen, “Sunday” portrays a single day in which the collective gather for a lively lunch get-together, then head out into the streets for a protest against the conservative forces behind the 2016 coup d’état. The camera moves freely amongst the boisterous group, capturing spirited banter amongst this alternative queer family, and the force of their political will against a state that seeks to repress their voice.

[POSTER]

 

 

[VIDEO INSTALLATION]

 

“A video by Brazilian artists Paulo Mendel and Vitor Grunvald stands out (and) demonstrate the extent to which the state will act in order to protect its sovereignty.”

ArtReview – December 2019

“Ryan Trecartin meets “Paris is Burning” meets “A Grin Without a Cat”, we think “Sunday” is something really special.”

Royal Anthropological Institute of Great Britain and Ireland

One of 10 must-see works at the 21st Contemporary Art Biennial Sesc_Videobrasil.

Arte que Acontece – January 2020

“In short, it is a film that reveals a Brazil that resists new tyrannies that impose themselves on the collective and on individuals in their multiple subjectivities.”

Portuguese Anthropological Association

 

 

[TRAILER]

FAMILIASTRONGER.COM

Webdocumentary | COLOR | 2017-2020

by Paulo Mendel and Vitor Grunvald

The web documentary exists as a work in progress content platform, in which fragments, scenes, and audiovisual studies made from the footage are published.

 

The web doc also introduces the characters interactively, through the family’s social network, associated with the blog produced by themselves. The data collected from this network generates the design of an unconventional genealogical tree, where it is possible to access the Stronger’s profiles, along with video portraits and instant photography.

Ainda em beta, o site foi apresentado na 33ª Bienal de São Paulo, no Museu de Arte do Rio Grande Sul, e em congressos na USP, UFRGS e ISCTE-Lisboa.

SÉRIE DE VIDEORETRATOS

Documentário | 14 Videoretratos | COR  | Duracão variável | 2017-2018

de Paulo Mendel e Vitor Grunvald

Lançados mensalmente no primeiro ano do site, essa série com roteiro não-linear totaliza mais de 100 minutos de depoimentos de Strongers, numa montagem minimalista com planos fixos e sem cortes .

 

O corpo inerte, presença retratística na fotografia, dá lugar a gestos e movimentos. Às vezes, apenas lentamente percebidos; outras vezes, imersos em ritmo mais próximo da nossa percepção rotineira e cotidiana. Olhos desconfortáveis que fitam o fora de quadro. Sorrisos envergonhados. Perguntas feitas com hesitação de quem não sabia os limites do exercício artístico que lhes estava sendo proposto. Principalmente nos dias de hoje, em que quase todos, com seus smart phones, estão perenemente dotados daquilo que Michael Taussig chama de máquinas miméticas, que pessoa se encena por tanto tempo na pose de um retrato?

Para acessar os videoretratos na íntegra, acesse a página principal do site [www.familiastronger.com] ou assine nosso canal de YouTube [@projetofamiliastronger].

 

[TEASERS]

01 – ROBERTO

Pai e fundador da Stronger. Morador de São Caetano do Sul, publicitário, foi líder do grupo de jovens evangélicos e integrante da “Mancha Verde”.

Entre a igreja e a torcida organizada, cresceu em ambientes sem referências gays. Ganha fama na noite por proteger LGBTs da região do Arouche contra violências de outras famílias, bandidos e skinheads.

02 – DIANA

Integrante mais recente, incorporada ao coletivo após sua expulsão de casa. Nascida em São Bernardo do Campo, mora numa república na Zona Norte de São Paulo e é estudante de design.

Desde criança se sentia interssexual e pedia a Deus para morrer. A bissexualidade na adolescência detona um confronto com sua mãe – quem a “ensinou a ser menino” – que agrava com a disforia de gênero.

03 – JAPA

Membro há sete anos, pai e figura super popular na família. Morador de Itaquaquecetuba, estuda enfermagem e trabalha numa rede de mercados.

Entra na família na época de noitadas no Arouche, mas é quando fica viúvo aos 18 anos que mais precisa deles. Filho de Roberto, é pai na Stronger e dentro de casa, de seu sobrinho, mostrando como a parentalidade também é relativa dentro de famílias consanguíneas.

04 – RENATO

Conhecido também como Suzana Hernandes, uma das drag queens que fazem parte da Stronger. Nascido e criado na zona norte de São Paulo, Renato fez duas faculdades e está desempregado.

Como drag, quebra esteriótipos do que chama de “RuPaulização”, inclusive pelo sobrenome escolhido, uma homenagem à bispa da igreja evangélica a qual também faz parte, uma religião conhecida pelo conservadorismo e associada à homofobia.

05 – CHARLIE GABRIEL

Primeiro homem grávido da família Stronger. Morador de Osasco, cuidador de idosos e casado com Bruna, mulher transexual.

Nem mesmo suas histórias de abandono e violência com os pais consanguíneos foram capazes de atrapalhar sua busca por uma família. No seu sétimo casamento com apenas 22 anos, ele descobre estar gestante.

06 – MANDY

Jovem militante da família Stronger. Aos 19 anos, mora com o namorado, largou o colégio e está em busca de emprego.

Criada em Paraisópolis, essa jovem coloca o ponto de vista de quem vive o lado mais frágil do abismo social de nosso país e conta sobre seu empoderamento diante de um racismo e machismo impregnados no brasileiro.

07 – ELVIS

Representante político e o pai com maior número de filhos da Stronger. Com mais de 60 filhos, esse militante desempregado dá uma aula sobre como lidar com diferenças e estimular a liberdade de cada um. Nascido e criado em Cidade Ademar, dedica quase todo seu tempo à militância LGBT.

Sua pesquisa sobre a história das famílias LGBT de São Paulo inspira o projeto. Seu relato cruza com a história do nosso país e traz à tona a força de viver em grupo.

08 – EMERSON

Entrou na família aos 12 anos. Ama sair pra dançar com o “Bonde da Stronger’ e trabalha em telemarketing. Desde sua infância no interior da Bahia, já sabia que era gay mas tinha medo de se assumir, principalmente por ter um pai machão.

Seu interesse por homens começa na infância, quando ainda morava na roça. Aos 16 anos e de temperamento forte, ele reivindica seu direito à fala e se mostra muito seguro com quem é.

09 – MATHEUS EMÍILIO

Militante e integrante da família Stronger, também é conhecido por sua página Menino Gay. Aos 22 anos, já se viu saindo de três armários diferentes: como bissexual, como homossexual e depois do HIV.

Passou a adolescência numa cidade pequena, em Minas Gerais. A internet e a cultura pop foram determinantes no processo de compreensão de sua sexualidade, principalmente depois do HIV.

10 – GABRIEL E IVAN

Casados há nove anos e irmãos na Stronger. Ivan é maquiador e Gabriel trabalha em um órgão público. Ambos nascem em famílias que o s apoiam afetivamente e materialmente, apesar das dificuldades.

Esse videoretrato se dividiu em dois filmes independentes e complementares. Gabriel é de direita e Ivan apartidário, mas os dois encontram na Stronger um espaço independente de partidos para lutarem juntos contra a LGBTfobia.

11 – BIA

Recém integrada à Stronger, representa a sexta e mais recente geração. Aos 21 anos, já vendeu água no sinal, trabalhou como cobradora de ônibus e em uma fábrica.

Sua infância foi marcada por diversas violências – tanto morais quanto físicas -, culminando em seu estupro, aos 8 anos de idade. Logo após se assumir lésbica, passa por situações que quase lhe custam a vida.

12 – MATHEUS

Membro desde quando a família brigava na rua. Foi criado pela família de um ex namorado da mãe e começou a trabalhar ainda criança. Desempregado depois de sofrer com homofobia numa rede de fast food que trabalhava, ele investe em seu canal no youtube, onde aparece de drag.

Sem contar com a família consanguínea, este jovem de 22 anos vai em busca de construir novas relações de parentesco dentro da Stronger e do candomblé.

13 – LAURA VERMONT (in memoriam)

Membra da Stronger desde antes de iniciar a transição, se torna a hostess das festas da familia. Apesar de totalmente aceita pela família consanguínea, é na rua que se choca com o preconceito e se torna mais uma vítima da violência contra LGBT no Brasil.

Alegre e vaidosa, adorava sair, dançar e, principalmente, “bater cabelo”. Não perdia uma Parada LGBT e onde ia, arrastava amigos e primas. Logo após seu primeiro aniversário como Laura, aos 18 anos, ela se torna vítima de um crime envolvendo sete homens, sendo dois policiais em serviço.

É a primeira vez nessa série que não há depoimento da pessoa retratada, e só é possível construí-la através das representações de seus parentes mais próximos – através de depoimentos e acervo pessoal – e das relações interpessoais que podem ser percebidas neste retrato de família.

 

 

 

 

 

 

SÉRIE DE FOTOGRAFIA INSTANTÂNEA

Fotografia | 2016-2018

de Paulo Mendel

Com uma câmera automática, Mendel fez retratos de Strongers e de pessoas que cruzavam entre 2016 e 2018, reunindo um material de centenas de registros das cenas LGBT e de ativismo em São Paulo.

 

Parte dessa série pode ser vista na página principal do site [www.familiastronger.com] ou no perfil do projeto no Instagram [@projetofamiliastronger].

A STRONGER FAMILY

Documentary | Feature Length | COLOR     [ IN PROGRESS ]

by Paulo Mendel and Vitor Grunvald

research by Elvis Stronger

Jovens LGBTQAI+ da periferia de São Paulo formam famí­lias que fervem e lutam em uma sociedade que os marginaliza e na qual se intensifica o conservadorismo polí­tico e fundamentalismo religioso. A partir de uma pesquisa iniciada por Elvis Stronger, o filme reúne animações, material de acervo e captado ao longo de três anos para contar a história das famílias da noite desde quando eram consideradas gangues de rua durante a ditadura militar até conquistarem seu espaço na difícil luta contra a LGBTfobia nos dias de hoje.

 

SYNOPSIS

Brazil is the most violent country in the world in terms of crimes against gays, lesbians, and especially transvestites and transgender people. Curiously, the LGBT parade is also the largest in the world. Amidst this strange contradiction, the Stronger Family is a resistance force from the periphery of São Paulo. But gender and sexuality are not the only focal points of their experience. These are people who still deal with oppression related to racism and structural classism in Brazilian society.

The film closely follows the tenth year of this network of people. It is the first time that family members open their doors to talk about their loves and misfortunes, the way they experience their sexuality, their relationship with their biological families, and with other LGBT families from the periphery. Through a set of shared experiences, Stronger shows that family is something very plural, and that biological or legal ties are not enough to express this amplitude.

Initiated amidst a political crisis that has divided the nation, the documentary A Stronger Family leads us into this vibrant world of human and political relationships, in which our own values and ideas can be thought of and transformed.

 

 

DIRECTOR’S STATEMENT

In recent years, Brazil has suffered a crisis that is economic, political and related to the values that guide individual and collective conduct. The consolidation of social and human rights had, as its counterpart, the growth of conservative responses that try to condemn experiences and practices that diverge from the standards set by rich, white and heterosexual groups.

As we can see in other parts of the world, the notion of “traditional family” became the center of gravity out of which a series of claims are made, seeking to transform other forms of inhabiting the world in abject experiences to be avoid and repressed.

In spite of this, there are groups that represent a vivid and powerful form of resistance. Bodies which are continuously exposed to daily violence, such as those of women, LGBTQIA+ and black people which, until recently, were not considered appropriated to occupy the public space with their particular requests and ways of behaving.

 

DIRETORES

Paulo Mendel is a filmmaker, visual artist and independent curator. He studied stage direction at UFRJ and cinema at UNESA, Rio de Janeiro. He explores audiovisual possibilities in different media, especially the interface between art and video and between video art and documentary. He has worked in short and feature films, commercials, animations and art films. His hybrid works have been exhibited at major festivals, such as the Prague Quadrennial, and are included in collections such as those of Circuito Videodanza Mercosur and Centre de vidéo-danse de Bourgogne. In recent years, he began to create in other media – such as web-art and oil paintings – as well directing projects of his production company BlankTape, with which he also organizes online exhibitions, a way to dialogue with other artists and reflect upon contemporary production. In 2019, his first fashion film won six internationals awards, including for Best Director in London and for Best Photography in Barcelona.

 

 

Vitor Grunvald is an anthropologist and filmmaker. Professor at UFRGS, where he coordinates the Visual Anthropology Center (Navisual). He holds a PhD in Anthropology from USP, with an emphasis on Visual Anthropology, Art, Performance, Gender and Sexuality. He also has a degree in Cinematographic Direction from AIC. He is coordinator of the Recognition Group in Artistic / Audiovisual Universes at UFRJ and researcher at the Visual Anthropology Group (GRAVI), the Anthropology, Performance and Drama Center (NAPEDRA), the Center for Studies on Social Markers of Difference (NUMAS) and Research in Musical Anthropology (PAM), all linked to USP. He is a member of the Visual Anthropology Committee of the Brazilian Anthropological Association and a member of the Pierre Verger Award. In recent years, he has offered a series of workshops and courses on cinema, documentary video, art and issues related to gender, sexuality and queer / cuir theory. Currently, he develops anthropological research with the Stronger Family, reflecting on issues related to discussions about family, kinship, city and social markers of difference.

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